... Tratamento de Esgoto

                                                                                   Americana, 25 de novembro de .

 

Tratamento de Esgoto

 O esgoto sanitário é formado pela reunião de despejos de diversas origens:

 ·        Esgoto doméstico: efluentes das residências provenientes dos vasos sanitários, chuveiros, cozinha etc.;

·        Esgotos da área comercial: produzidos por restaurantes, bares, aeroportos, teatros, hotéis, postos de gasolina etc.;

·        Esgotos da área institucional: basicamente iguais ao esgoto domésticos, porém gerados em escolas, hospitais, prisões, repartições públicas etc.;

·        Despejos industriais: apresentam uma grande variação e não serão abordados neste trabalho.

 Porque tratar os esgotos?

             A disposição adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública. Aproximadamente cinqüenta infecções podem ser transmitidas de uma pessoa doente para a sadia por diferentes caminhos, envolvendo os excretas humanos. Os esgotos, ou excretas, podem contaminar a água, o alimento, os utensílios domésticos, as mãos, o solo ou ser transportados por moscas e baratas provocando nova infecção.

            Epidemias de febre tifóide, cólera, disenterias. Hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses – algumas das doenças que podem ser transmitidas pela disposição inadequada dos esgotos – são responsáveis por elevados índices de mortalidade em países do terceiro mundo. As crianças são suas vítimas mais freqüentes, uma vez que a associação dessas doenças à subnutrição é, geralmente, fatal. A redução do índice de mortalidade infantil, a elevação da expectativa de vida e a redução da prevalência das verminoses que, via de regra, não são letais mas desgastam o ser humano, somente podem ser pretendidas através da correta disposição dos esgotos.

            Outra importante razão para tratar os esgotos é a preservação do meio ambiente. As substâncias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos de água: a matéria orgânica pode ocasionar a exaustão do oxigênio dissolvido com morte de peixes e outros organismos aquáticos, escurecimento da água e aparecimento da água e aparecimento de maus odores; é possível que os detergentes presentes nos esgotos provoquem a formassa líquida; defensivos agrícolas determinam a morte de peixes e outros animais. Os nutrientes exercem uma forte “adubação” da água, provocando o crescimento acelerado de vegetais microscópicos que conferem odor e gosto desagradáveis.

 Como tratar os esgotos?

            O objetivo do tratamento de esgoto é remover as impurezas físicas, químicas e biológicas, principalmente os organismos patogênicos. Esse tratamento pode ser classificado em função do tipo de impureza retirada e do seu grau de remoção.

 Tratamento preliminar

            Remove o material mais grosseiro como os sólidos suspensos: trapos, escovas de dente, tocos de cigarro, excretas; e os sólidos decantáveis como areia e gordura.

Tratamento primário

             Tem como objetivo remover material em suspensão, não grosseiro, que flutue ou decante, mas que requer o emprego de equipamentos com tempo de retenção maior que no tratamento preliminar: decantadores e flotadores que produzem o lodo primário ou cru que deve ser tratado antes de sua disposição.

 Tratamento secundário

             O esgoto também contém sólidos dissolvidos e finos sólidos suspensos que não decantam. Estes não são removíveis apenas com a ação da força de gravidade; pode-se utilizar microrganismos que se alimentam dessa matéria orgânica suspensa ou solúvel, transformando-a em sais minerais e novos microrganismos.

            Ocorre que esses novos microrganismos podem ser separados do líquido, formando um lodo chamado de secundário. Assim, o tratamento secundário ou biológico consegue transformar a matéria orgânica solúvel do esgoto em matéria orgânica insolúvel (microrganismos).

            Os microrganismos mais importantes para o tratamento dos esgotos são as bactérias, seres microscópicos que se reproduzem em grandes velocidades. O ponto fundamental do tratamento biológico de esgotos é fornecer condições para que as bactérias sobrevivam e utilizem o esgoto da maneira mais eficiente.

            Como todo ser vivo, as bactérias necessitam uma fonte de energia. Quando essa energia é obtida através da oxidação da matéria orgânica, em que é usado o oxigênio para respirar – são as anaeróbias. Ocorre, ainda, um terceiro tipo de bactérias, que têm a faculdade de utilizar o oxigênio se o mesmo estiver presente (funcionando como aeróbias) e que realizam a fermentação anaeróbia se não houver oxigênio: denominam-se bactérias facultativas.

            Pode-se, então, classificar o tratamento biológico de esgotos em aeróbio, se for fornecido oxigênio ao sistema; anaeróbio, se o oxigênio estiver ausente; e facultativo se, no mesmo tratamento, existirem regiões aeróbias e anaeróbias. As bactérias facultativas, devido às suas propriedades destes três tipos de tratamento.

            O tratamento secundário gera algumas vezes um lodo que precisa ser convenientemente manuseado. Seu tratamento e disposição devem ser encarados com atenção, pois, muitas vezes, essas operações tornam-se mais complicadas e dispendiosas do que o próprio tratamento dos esgotos.

 Tratamento terciário ou avanço

            É utilizado quando se deseja um esgoto tratado de qualidade superior. Nesse tratamento pode-se remover nutrientes, que normalmente não são retirados nos tratamentos anteriores, além de matéria orgânica, sólidos suspensos e patogênicos em um grau ainda maior que no tratamento secundário.

            O tratamento terciário é prática usual em nações desenvolvidas, altamente industrializadas e com escassos recursos hídricos como, por exemplo, a Holanda e Israel, nos quais a adoção de sofisticadas estações de tratamento de esgotos é econômica, porque viabiliza o uso do recurso hídrico para outros fins. Nos países em desenvolvimento entretanto, existe uma outra realidade. No terceiro mundo, de modo geral, 86% da população rural não tem sistemas de tratamento de água e 92% não possui disposição dos excretas; somente 28% da população urbana beneficia-se de abastecimento de água e 29% não usufrui qualquer tipo de saneamento.

      São apresentadas, a seguir, algumas opções de tratamento de esgotos sanitários:
 

      1.      Fossas sépticas;
2.
      Lagoas de estabilização;
3.
      Lagoas aeradas;
4.
      Lagoas de águapé;
5
        Lodo ativado;

6    Filtro biológico, etc.

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