... Memorial da Água...

Estação Central

como era...
.. .
Torna-se cada vez mais claro que a construção de uma sociedade que se deseja desenvolver sem abrir mão da qualidade de vida e da sustentabilidade passa pela participação ampla e pluralista de todos os seus setores, desde as empresas privadas, os órgãos públicos, as organizações não governamentais e populares, terminando no indivíduo.
Zelar pela qualidade de vida, preservar do meio ambiente, valorizar o patrimônio histórico e cultural, conscientizar a população para o uso racional dos recursos naturais, não devem ser exclusividades de poucos agentes especializados, mas de todos aqueles que detém as ferramentas que possam auxiliar nessa empreitada.
A população conscientizada saberá respeitar o erário público não adulterando hidrômetros. Fará utilizar-se da água de forma racional e sem desperdícios. Saberá jogar lixo no lixo e não nas redes de esgotos ou entulho nas margens dos mananciais. Denunciará, com responsabilidade, atos de agressão ambiental. Verá que vive numa comunidade e deve agir comunitariamente, respeitando direitos, leis e normas sociais. Que as suas ações ou omissões de hoje serão, irremediavelmente, decisivas na qualidade do mundo que os seus descendentes herdarão.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Capivari, pelo seu rico patrimônio histórico cultural e pelas potencialidades ao seu alcance, traduzidas na estrutura administrativa e no estreito e ágil relacionamento que mantém com toda a população de Capivari, não se pode furtar a essa responsabilidade social.
Fruto desse compromisso, o seu projeto ESTAÇÃO CENTRAL/ MEMORIAL DA ÁGUA, além dos benefícios estratégicos resultantes da melhoria e ampliação da capacidade de reservação e abastecimento de água, proporciona à autarquia o início de um programa maior de participação junto à comunidade, potencializando o resgate dos valores históricos e culturais e criando um importante meio de comunicação entre o poder público e a população visando, através dele, a promoção da conscientização, da educação ambiental e da cidadania.
No espaço onde hoje está instalado o sistema de reservação central, na avenida Pio XII, o projeto prevê a construção de dois novos reservatórios com capacidade pêra, juntos, armazenarem dois milhões de litros. Dois anfiteatros, um aberto com capacidade para 200 pessoas e um fechado com capacidade para 120 pessoas, constituirão o Centro de Encontros, local dotado de infraestrutura para acolher atividades e dinâmicas de cunho educativo e cultural, bem como se tornar o foro maior na realização das manifestações decorrentes da consolidação da democracia participativa, que se instala salutarmente na nossa sociedade.
O patrimônio histórico de Capivari terá a sua valorização e perenização consolidada através do Memorial da Água. O reservatório semienterrado existente no local, construído em 1922, completando neste ano oitenta anos, será, juntamente com outras instalações de valor histórico, restaurado e adaptado para receber todo o acervo histórico disponível no município, a ser resgatado através de uma ampla campanha que deverá envolver toda a comunidade. Todo o conjunto será adaptado e estará preparado para receber visitação pública, diariamente, contando com recepcionistas, material de cunho educativo e informativo, e todo o aparato necessário à finalidade proposta.
O projeto, concebido e desenvolvido pela empresa Bassman – dinâmica urbana, apresenta excelente relação custo benefício e tem como principal ponto positivo o amplo alcance social, obtido através da conjuminância entre sinergia e criatividade, utilizando como insumos as ferramentas disponíveis e sub utilizadas que sempre estiveram ao alcance da administração pública.
O seu valor agregado é intangível, mas fácil de ser sentido e incorporado pela elevada comunidade de Capivari.


Godofredo Bulhões De Carvalho Brazzalotto

Como é hoje...
.